Archive for Janeiro 11th, 2008

Candidatos podem se complicar com o MP

Sexta-feira, Janeiro 11th, 2008

Segundo um advogado especialista em direito eleitoral, o processo para os candidatos em 2008 começou desde setembro, quando terminou o prazo para as filiações daqueles que pretende se candidatar. O que quer dizer que desde então eles podem ser avaliados e julgados se tomarem alguma atitude que traga resultados para pleito. Como por exemplo inaugurar uma instituição assistencialista, como pretende fazer o vereador Salatiel de Souza, PSB.

O vereador Geraldo Neto, PMDB é um exemplo. Ele chegou a ter complicações com o ministério público por ter criado uma fundação num ano de eleição.

Além do que, vamos combinar, assistencialismo não é legal, principalmente num ano de campanha. Esse modelo de fazer de política já era. É preciso ter responsabilidade com o cidadão e um vereador deve legislar.

Burro Elétrico sai em Natal e em Pirangi

Sexta-feira, Janeiro 11th, 2008

O bloco Burro Elétrico, depois do memorável desfile no Carnatal, organiza tudo para sair agora pelas ruas de Petrópolis, em parceria com a turma da AASCUGAL, no próximo dia 30, abrindo o carnaval de Natal, com o cortejo da folia terminando no Largo do Atheneu.

O Burro/Aascugal sai com bandinhas de frevo e distribui água mineral, cerveja e whisky para os foliões.

No sábado de Carnaval, o Burro Elétrico desfila em Pirangi, com o mesmo formato, terminando a folia com bandinha de frevo no espaço atrás do Paçoca de Pilão.

Os kits para o Burro/Aascugal em Petrópolis e o Burro em Pirangi, estão sendo vendidos na sede do bloco, no shopping Orla Sul, fone 3642-1843.

Sectur divulga resultado do concurso de decoração natalina

Sexta-feira, Janeiro 11th, 2008

A Secretaria de Turismo e Comércio de Natal (Sectur) e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) divulgam o resultado do concurso de decoração natalina de 2007, promovido pela Prefeitura do Natal e coordenado pela Sectur.

O concurso fez parte da programação do “Natal em Natal” e premiou a iluminação decorativa da cidade em dez categorias diferentes.

Os ganhadores foram: condomínio residencial, Belo Monte (Petrópolis); condomínio comercial, Pronto-Clínica de Olhos (Tirol); shopping center, Shopping Cidade Jardim (Capim Macio); hotel, Hotel Golden Tulip (Petrópolis); prédio público, Assembléia Legislativa (Centro); vitrine e fachada de loja, Empório Rio Grande (Tirol); residência particular, José Gomes da Silva (Candelária); posto de combustível, Posto BR (av. Roberto Freire); restaurante, Mangai (Lagoa Nova); pousada, Pousada do Alemão (Ponta Negra).

Os vencedores receberão o prêmio de R$ 3.000,00 em março.

Salatiel inaugura fundação na ZN

Sexta-feira, Janeiro 11th, 2008

O vereador Salatiel de Souza (PSB) resolveu inaugurar uma fundação assistencialista em pleno ano de campanha. Será que pode?

Veja o release enviado pela assessoria do parlamentar:

Os moradores da Zona Norte de Natal vão contar, a partir de janeiro, com um novo espaço voltado para educação, saúde e serviços. O vereador Salatiel de Souza abre as portas do seu mais novo projeto: Instituto Cidade do Sol.

A inauguração será no dia 14/01, segunda-feira, às 20h, na Av. Santarém, 581 – Vale Dourado. O objetivo é atender com serviços gratuitos aos moradores do Vale Dourado e comunidades vizinhas, como Parque dos Coqueiros, Soledade, Nova Natal, Pajuçara, Gramoré, Jardim Progresso, Cidade do Sol e Santarém.

A coordenadora da Fundação, Jeanne de Souza, explica que o espaço irá oferecer cursos de computação em dois turnos, manhã e tarde; aulas de artesanato; atendimento jurídico; consultas médicas com clínico geral e dentistas; curso de alfabetização para adultos, além de outros cursos profissionalizantes.

O idealizador do Instituto, vereador Salatiel, diz que toda a população está convidada para fazer parte do projeto, mas explica que alguns critérios importantes serão levados em consideração como, por exemplo, o acompanhamento de matrícula e rendimento escolar dos estudantes. “É fundamental que todos estejam na escola e com boas notas para que possam se inscrever nos cursos, essa é uma maneira de dar oportunidade e garantir que o jovem se dedique nos estudos”, afirma o vereador.

A fundação vai oferecer gratuitamente uma carteirinha de sócio para cada interessado, e a comunidade além de participar dos cursos e atendimentos, também  poderá colaborar com a manutenção da casa, doando material que possa ser reciclado, como o óleo de cozinha já utilizado e que seria jogado no lixo. A idéia é pegar esse óleo já descartado e transformá-lo em sabão e detergente, produzidos pelos próprios moradores durante oficinas, e no final do processo cada participante terá a renda revertida para o complemento das despeças familiares: “Uma maneira simples de possibilitar um novo ofício e uma renda extra para a família”, garante Salatiel.

Colunismo do RN dando o que falar

Sexta-feira, Janeiro 11th, 2008

Essa foi publicada no site da Revista Piauí, sobre os jets (dotados de classe e dinheiro), os pibs (com mais dinheiro que classe) e os pebas do colunismo no Rio Grande do Norte. JOÃO MOREIRA SALLES

Natal, capital do Rio Grande do Norte, não é exatamente um celeiro de celebridades. Com exceção da top model Fernanda Tavares, a fama dos personagens nativos corre na faixa que vai da Paraíba ao Ceará. Mas, se o nordestino é um forte, o colunista social potiguar é um hércules. A pobreza da lavra não o impede de suar o rosto nas minas exíguas do jornalismo de sociedade. O ouro é pouco; a concorrência, imensa. Espalhados por jornais, rádios e tevês, o contingente de colunistas potiguares é forte de cerca de noventa almas.

O vespeiro se alimenta das festas, farras, intrigas, políticas e segredos de alcova dos personagens que a tradição local organiza em três castas: os jets (dotados de classe e dinheiro), os pibs (com mais dinheiro que classe) e os pebas (sem nenhum dos dois). Nas últimas semanas, entretanto, o que se viu em Natal foi uma inversão das coisas. Nem jets, nem pibs, nem pebas produziram as notícias mais apetitosas da estação. Saborosos mesmo se saíram os colunistas.

Houve o episódio no restaurante italiano. Ainda que muitos nomes robustos da sociedade estivessem matando ali a sua fome, o que atraiu olhos e ouvidos foram os gritos que cruzaram o salão:

“Vagabunda! Você é uma va-ga-bun-da!” O autor da crítica mordaz era um dos decanos do colunismo local. A vítima dos ataques, uma sua colega de profissão, Eliana Lima, que acabava de ser contratada, a peso de ouro, para dar expediente no mesmo jornal em que o agressor reinava absoluto. Ele agora teria de dividir com a intrusa a página em que mandava e desmandava havia duas décadas. Donde o epíteto eloqüente: “Va-ga-bun-da!” A moça, jovem e bonita, é conhecida por haver modernizado a crônica social potiguar — “seguindo a escola da Mônica Bergamo, querido”.

Mas o caso Vagabunda! é trivial perto do affaire Hilneth Correia, uma senhora de larga circunferência e feição bonachona que se proclama embaixatriz do Rio Grande do Norte. Hilneth é a mais querida colunista da cidade. Jamais imaginaria que alguém do mesmo ofício pudesse magoá-la tanto — principalmente um “jornalistazinho jovem, sem história nem procedência nenhuma”, segundo palavras da própria. Em suma, um peba. Pois foi o que aconteceu.

Rodrigo Levino, o jornalista sem procedência, 25 anos, editor de cultura do jornal JH Primeira Edição, entregou-se durante uma semana à tarefa de denunciar o patrocínio do governo do estado e da prefeitura de Natal à festa de quarenta anos de colunismo social de Hilneth. Com o título Celebration, o rega-bofe foi anunciado em outdoors pela cidade. Numa clara prova de falta do que fazer, Levino espalhou pela cidade, via e-mail, as logomarcas oficiais que acompanhavam os anúncios. Insistia que se estava diante de uma farra privada regada a verba pública. Exigia explicações.

Hilneth explicou. Na sua coluna na Tribuna do Norte, ensinou que o patrocínio, chamado de “master”, era uma forma de divulgar as belezas e os atrativos de Natal “pelo sudeste-maravilha afora”. A um custo “ínfimo”, o governo e a prefeitura se responsabilizariam pelas passagens aéreas, hospedagem e city tours de personalidades como Bruno Chateaubriand, Hildegard Angel, Glorinha Távora, Madeleine Saad, André Ramos, Luiz Felipe Francisco, Miriam Galhardi e Liliana Rodrigues. Tratava-se de uma estratégia notável, cuja conseqüência natural seria propaganda turística de altíssimo cacife nas rodas do jet set Rio–São Paulo.

A explicação não impediu que o Ministério Público Estadual se interessasse pelo assunto. O procurador de Justiça, através do promotor de Defesa do Patrimônio Público, recomendou a abertura de investigação. De uma hora para outra, produziu-se o impensável: estado, prefeitura e Hilneth não escaparam de prestar esclarecimentos à Justiça. Como se não fosse horror suficiente, a colunista ainda teve de se haver com a ameaça de Levino. O jornalista anunciou que, sendo a festa bancada por dinheiro público, ele alugaria um caminhão e recolheria os pobres, desdentados, feios e sujos da cidade, para que pudessem todos desfrutar da Celebration. Hilneth quase infartou. “Despeitado! Invejoso!”, classificou, aos prantos.

Encurralados pelo Ministério Público, os poderes locais acabaram suspendendo o patrocínio. De última hora, e para tristeza da boa sociedade potiguar, quase todos os VIPs desistiram de ir a Natal. Sem a boca-livre da patronagem oficial, não houve disposição que resistisse. Adeus Bruno Chateaubriand, André Ramos, Hildegard Angel, Liliana Rodrigues. Hilneth não se deixou abater. Enfrentou a desdita com bravura e estoicismo. “Imagine, dar satisfação à Justiça como se eu fosse uma pessoa má”, murmurava no camarim da Celebration. “Logo eu, com quarenta anos de história no jornalismo potiguar.”

Com vinte manobristas, quarenta garçons, quatro telões, cinco bufês diferentes, prosecco Pol Clement e uísque Old Parr (doze anos, a gosto), a Celebration foi animada com show das Frenéticas. Ao som de “Eu sei que eu sou/ bonita e gostosa” e “Abra as suas asas/ solte as suas pernas”, os convidados fincavam os olhos nos três bravos semidesconhecidos que tinham vindo do sul prestar solidariedade à embaixatriz potiguar. Madeleine Saad, Glorinha Távora e o desembargador carioca Luiz Felipe Francisco foram recebidos com deferência. Não tiveram de pagar 110 reais pela pulseirinha que dava acesso à festa. O magistrado, bem mais contido do que a expansiva Madeleine, observava os requebros tomando doses e doses de caipifruta de cajá com kiwi. A discrição se manteve até o momento em que ele foi abordado pela drag queen Danuza D’Salles, a hostess da celebração. Daí para a pista de dança, foram dois passos. Luiz Felipe Francisco não dança bem.

À medida que a noite avançava, uma angústia começou a pesar sobre o salão. Não que se comentasse em voz alta. Seria fulminar a anfitriã, a essa altura com os nervos à flor da pele. De orelha em orelha, cochichava-se: “Será que vai chegar a caçamba de pobres?”

Não chegou. De mesa em mesa, aliviada, Hilneth agradeceu a todos pela atenção, pelo carinho e pela alegria de suas quatro décadas de crônica social. Na coluna do dia 18 de novembro, arrematou: “Eu tive qualidade e quantidade”.


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