Por mais que eu seja assessor de político, ainda me dou ao direito de analisar a política de um ponto de vista mais externo, como jornalista que cobre política mesmo. Claro que tento, as vezes não sei se consigo… mas tento.
E vendo o resultado da pesquisa Certus/O Poti e os comentários que sairam depois dela, fiquei me coçando para escrever sobre.
Primeiro digo que é preciso reconhecer a inequívoca importãncia dos números que não podem e nem devem ser analisados como apenas números e sim como indicativos do comportamento dos eleitores. Desde que começaram a falar em pesquisas e há pelo menos 8 meses sairam as primeiras, Micarla se manteve com uma vantagem considerável sobre o segundo colocado. Isso é uma tendência.
Outra tendêcia é de que o eleitorado começa a se definir. Antes apenas 30% sabiam em que iriam votar para a prefeitura. Na pesquisa Certus, este percentual já é maior e tive acesso a uma pesquisa feita para consumo interno no final do ano, onde este percentual chegava a quase 70%.
Não há como negar uma tendência de consolidação do voto para Micarla. aliado a isso temos as declarações de opositores e governistas favoráveis ao nome de Micarla como candidata. Temos uma candidato, segundo colocada que agora se dispõe a conversar para formar uma chapa, Micarla candidata a prefeita e Luiz Almir, vice-atuante. Porque não?
Claro que existe um movimento para tentar desqualificar o resultado da pesquisa, atribuindo aos números ao fato de Micarla e Luiz Almir serem pessoas de televisão. Mas há em todas as pesquisas de opinião qualitativas feitas no Brasil, uma forte tendência de que candidatos que não tenham o perfil de políticos profissionais, ou seja, que tenham outra profissão, principalmente ligada a comunicação em defesa do sociedade, de se sairem melhor nas urnas em 2008. A figura dos políticos tradicionais está desgastada e mesmo com pesquisas atestando isso, nem seria preciso bastar perguntar a qualquer pesssoa o que ela acha dos políticos brasileiros?
Vale lembrar que a “notoriedade dos candidatos”, como assim foi chamada, influenciou na eleição passada para a prefeitura de Natal. Luiz Almir estava na frente nas pesquisas, mas perdeu a eleição para as estruturas dos governos municipal e estadual que contou com o reforço de uma vice candidata “cheia de notoriedade”, Micarla de Sousa que nunca se quer havia disputado uma eleição. Mais tarde com a eleição de Carlos Eduardo, claro disseram que ela não foi importante e que quem venceu foi o prefeito reeleito, até concordo, pois diretamente se votou no prefeito. Então Micarla não tem densidade eleitoral? Ela mostrou que sim ao ser eleita a deputada estadual mais votada de Natal.
Portanto, a força de Micarla cresce junto ao povo que sempre soube do seu objetivo de chegar a prefeitura e esse povo parece, pelas pesuissa que li, entender que esse é o momento.
Claro que existe uma outra tendência e está é pura matématica. Quem tá em cima tem mais chances de cair e quem tem pouco, e nesse caso muitos tem pouco, tem mais chances de subir nas pesquisas.
Tudo vai depender de uma série de fatores. Entre eles a quantidade de candidatos, quanto mais candidatos, maiores são as chances de quem está na frente de permanecer lá e pelo jeito as alianças para um primeiro turno serão quase impossíveis na ala governista, principalmente.
Os oposicionistas querem marcar terreno, mas sabem que a real chance deles está em apoiar uma candidatura forte e já reconhecem esse como o único caminho de chegar ao poder. Hermano Morais, portanto é apenas uma estratégia para o segundo turno ou uma provocação para o primeiro turno.
Mas voltando a candidatura da borboleta, a impressão que se tem, lendo os jornais, é de que Micarla estaria pronta para cair nas pesquisas. Mas ainda aposto no contrário. Como assessor me impressiona o volume de notícias que saem sobre ela sem qualquer provocação por parte da assessoria Se falam Micarla falam dela e se falam dos outros possíveis pré-candidatos, também falam dela. E a super-exposição que poderia ser perigosa, tem se demonstrado uma aliada pela disponibilidade e transparência com que Micarla trata a imprensa e as notícias. A deputada atende a todos, tenham boas ou más noticias que precisem do comentário ou da opinião dela. Micarla só nãotem respondido as provocações de futuros e possíveis adversários numa provável disputa pela cadeira de prefeito. Faz bem, polarizar agora só ajudaria quem está na “lanterninha” das pesquisas.
Paralelo a isso, parece que se forma um jogo de intrigas para desestabilizar quem está na frente. como já coloquei, as provocações já estão sendo lançadas através dos jornais, resta saber até quando os provocados continuarão calados.
A mais recente provocação teve como alvo um forte e importante aliado do projeto do PV. Os boatos de que Micarla poderia negociar a candidatura dela abrindo mão de Gilson Moura em Parnamirim não passam de “invencionices” para tentar enfraquecer o grupo do PV que tem demostrado força e união na grande Natal.
Já a tendência nesse campo da intriga é de que o jogo fique ainda mais perigoso e olha que 2008 está apenas começando a revelar as novas e futuras lideranças políticas do Estado.
Essa sim, será uma eleição inesquecível e de renovação, pelo jeito!