Cheguei às 22 horas quando estava programado para começar o show de Zeca Baleiro de quem sou fã declarado. Mas quem disse que eu consegui entrar. Fizeram um “cercadinho” no Largo da Rua Chile que devia caber entre 600 e 800 pessoas e que obviamente estava lotado com mais de 1.200 pessoas. Desde as 8 horas já não entrava mais ninguém.
Do lado de fora, devia ter ainda mais gente. Fiquei conversando e bebendo. Depois da primeira lata, acabou a cerveja e os ambulantes começaram vender a latinha por R$ 3,00 e até por R$ 4,00. A oportunidade faz o ladrão.
Pra completar minha agonia, um telão exibia imagens do show do Zeca, mas não tinha som e ao “longe” se ouvia abafada pela lona a voz do meu ídolo. Entrada Franca, não gosto disso…
Poderia piorar meu sentimento de raiva? Poderia sim e piorou. Ao caminhar pela lateral percebi que o espaço era climatizado. Senti o calor dos condicionadores de ar funcionando e contribuindo para o aquecimento global e “talvez” o conforto de uns poucos. Nem isso, encontrei a amiga, produtora e fotógrafa Sueli que tirou fotos do Zeca com a cantora Valéria que fez show antes dele e o Zeca de forma generosa e simpática convidou a nossa estrela ao camarim para cumprimetá-la. Sueli já estava indo embora e disse que lá dentro era quente do mesmo jeito.
Pensei comigo mesmo… só pode ser loucura um troço desse… Quem organizou isso? Porque não fizeram um palco aberto? Que merda!
Daí lembrei que tem a ver com fundação Capitania das Artes que é presidida pelo Dácio Galvão e lembrei do que Elba Ramalho disse sobre ele recentemente: “Aquilo é um louco.”
E é mesmo!

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