O Secretário de esporte e lazer, Miguel Weber presenciou tudo e nos contou por telefone. Após o anuncio da Fifa como sede da Copa de 2014, ouve uma entrevista coletiva e a delegação brasileiro foi colocada numa “saia justa” já na primeira pergunta, mas se saiu bem nas respostas e foi defendida pelo próprio presidente da Fifa, Joseph Blatter.
O imbróglio foi causado por uma pergunta dirigida ao presidente da CBF, Ricardo Teixiera, por uma jornalista canadense. Ela disse: “Gostaria de saber o que o país fará em relação à violência, tendo em vista que o país está entre os que tem o maior numero de homicídios do mundo?”, perguntou a jornalista, que foi alvo de uma onda de vaias e cá pra nós, bem merecidas.
Antes de responder, Teixeira quis saber a nacionalidade e o órgão para o qual a jornalista trabalhava. Ao saber que era canadense e que trabalhava para a agência Associated Press, Teixeira partiu para a reação.
“Não tivemos nenhum problema no Pan, graças ao policiamento intenso”, afirmou. “Agora, problemas como nos Estados Unidos, onde matam adolescentes em escolas, pelo menos isso não tem no Brasil.” A resposta arrancou aplausos da delegação brasileira, formada por governadores, ministros e membros da CBF, e de jornalistas brasileiros.
(Eu gostei da resposta)
O próprio presidente da Fifa, Joseph Blatter, visivelmente incomodado com a pergunta da repórter, pediu a palavra para falar sobre o assunto.
“Quando atribuímos a Copa a África do Sul, a primeira pergunta que veio foi sobre a criminalidade no país”, disse Blatter. “Agora, depois de concedermos a Copa ao Brasil, a primeira pergunta é a mesma. Isso é uma falta de respeito à Fifa e aos nossos convidados.” Ao deixar a sede da Fifa, o presidente Lula defendeu a resposta de Teixeira e disse que “tem gente que acha que nos outros países não pode acontecer nada”. “Tem pessoas que acham que as coisas (como a Copa) só podem ser feitas nos Estados Unidos e na Europa”, afirmou. “Em se tratando de evento de futebol, o Brasil não deve nada a ninguém. Vamos dar um exemplo como demos na segurança do Pan”.
Valeu “Lulinha” (as vezes).

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